Provedores crescem em assinaturas

Provedores crescem em assinaturas durante a pandemia. Deixe um comentário

Vivemos grandes incertezas devido à pandemia de COVID-19, mas no mercado de internet essas incertezas dão lugar a um alto crescimento da base de assinantes e à manutenção do plano de investimentos dos provedores. Entre os dias 04 e 11 de maio, a Wi2be ouviu 120 provedores, divididos entre todas as regiões do país. E os resultados entre todos são surpreendentes e pra lá de positivo. Provedores crescem em assinaturas e mantiveram os investimentos durante a pandemia.

Um dos poucos setores que usufrui da consequência positiva da pandemia em todo o mundo, o setor de internet viu sua demanda aumentada pelos novos hábitos do isolamento social. Usuários em todo o mundo passaram a consumir mais banda, em períodos mais distribuídos durante todo o dia. E aquilo que até agora falávamos como tendência, se traduziu em números: 94% dos provedores brasileiros ouvidos na pesquisa tiveram crescimento real em novas assinaturas, com um crescimento médio de 36% de sua base de clientes mensalistas. E o crescimento apurado também não é pequeno: 44% dos entrevistados apontou crescimentos acima de 30%, podendo chegar em expressivos 200%, 300% em alguns casos.

Inadimplência

A inadimplência, que em muitas conversas vinha se apresentando como uma ameaça ao caixa, parece não ter se concretizado como tal. 29% dos entrevistados não tiveram nenhuma inadimplência. A base de clientes com inadimplência parece grande sim, mas a boa notícia aqui é que os ganhos superam as perdas. Dos provedores que tiveram problemas com o recebimento de mensalidades, 62% compensou com o aumento de novas assinaturas, e 57% teve saldo positivo, ou seja, cresceu em receita quando comparamos as novas assinaturas com a perda de algumas mensalidades. Estamos falando de uma média de 36% no crescimento de novas assinaturas.

Quando projetamos isso para o médio prazo, a notícia é ainda melhor, pois a tendência da inadimplência é reduzir com a retomada das atividades pós-pandemia e os novos assinantes, com novos hábitos digitais, tendem a permanecer na base de clientes. Ou seja, mesmo o que é um zero a zero ou um pequeno ganho hoje, será lucro crescente e duradouro em poucos meses.

Mensurando os dados…

E os números não mentem nem para nós, nem para os provedores que responderam. Sendo assim, avaliamos com eles também a intenção de investimento para o curto prazo. Em seguida, 69% dos entrevistados apontam intenção de investir, e destes, 83% tem planos concretos para investir em suas redes nos próximos 90 dias.

A intenção de investimento dos provedores reflete a conciliação entre os números positivos experimentados na prática nas últimas 6 semanas e o que temos visto como tendência para o mercado de internet.

São inúmeros os estudos sobre o que será o “novo normal” no mundo pós COVID-19. Além disso, a maior semelhança entre todos os estudos é a grande força para os provedores de internet: os hábitos de home office, entretenimento online, educação à distância, colaboração e consumo digital devem permanecer. De acordo com estudo promovido pela Euromonitor International,  desde 2019 a aproximação digital promovida pela internet e uso de novas tecnologias já era apontada como tendência, e neste ano, a crise do Coronavírus fez o que grandes crises fizeram no passado: antecipou as tendências e transformou em realidade geral aquilo que estava restrito aos pequenos grupos de inovação, como aponta matéria de 01º de maio da Revista Istoé, e o estudo sobre as mudanças permanentes do mercado de trabalho, publicado hoje no Jornal Correio da Bahia.

Provedores crescem em assinaturas: Crescimento real!

Portanto, o crescimento do setor é real, as oportunidades geradas pelas mudanças de hábito digital são concretas e devem se sustentar no longo prazo. O que vimos em estudos de comportamento do consumidor e em previsões de economistas está se demonstrando de forma concreta no mercado brasileiro de internet. Afinal, quando 94% dos provedores afirmam crescer em assinaturas e 69% falam de seus planos de investimento no curto prazo. Sendo assim, a oportunidade deixou de ser esperada e passou a ser um bonde pronto para embarcar rumo ao lucrativo futuro das mudanças digitais.

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